Tudo bom colecionador?
Neste tutorial você irá aprender a forma correta de adicionar moedas em todos nossos álbuns (Numismática Coan).
Por vezes, alguns de nossos clientes entram em contato com dúvidas de como encaixar as moedas, e como usar o álbum corretamente, pois o uso incorreto pode danificá-los.
A seguir, disponibilizamos o vídeo. No entanto, ele não aborda todo o conteúdo da postagem. Por isso, recomendamos a leitura completa do texto.
Aqueles que possuem alguma de nossas coleções completas, já deve ter identificado que alguns álbuns são mais difíceis de encaixar em comparação a outros. Caso faça uma boa analise, quanto mais atual é a moeda, melhor o encaixe, o mesmo vale para as datas dos álbuns. Mas oque poucos sabem, é que o mesmo diâmetro usado nos álbuns mais atuais (REAL), também foram usados na produção dos demais álbuns. Apenas o álbum de 1854 a 1887 foi produzido com o diâmetro de ±0,1 mm a mais. É isso que você leu! Ele ficou um pouco maior que 1 (um) fio de cabelo, comparado aos demais álbuns. Nós não estamos falando de 1 milímetro, e sim de uma parte 10 vezes menor que 1 milímetro (1/10 = 0,1 mm).
Abaixo alguma de nossas coleções:
Outra informação relevante, mesmo com os maquinários atuais, é impossível desenvolver uma ferramenta 100% precisa, tanto para a cunhagem das moedas, quando para a produção dos álbuns (corte). Dependendo do álbum, entre 5% e 10% dos encaixes trarão um pouco mais de dificuldade na adição das moedas, mas existem métodos corretos que irão evitar danos e que facilitarão os encaixes, e até mesmo moedas com grandes variações será possível encaixá-las com facilidade.
VARIAÇÃO NOS DIÂMETROS DAS MOEDAS

Todas as moedas possuem valores padrões, que em muitas vezes são definidos por decretos de suas épocas. Nestes decretos existem algumas informações sobre suas características, e uma delas é o diâmetro em milímetros.
Exemplo: DECRETO-LEI Número 4.791, DE 5 DE OUTUBRO DE 1942.
Neste decreto é informado os valores padrões para os diâmetros das moedas de:
Mesmo estando documentado o diâmetro de diversas moedas em decretos, ainda existem muitas moedas que não possuem este tipo de informação. Nestes casos, buscamos estas informações em preçários, livros e catálogos, comparando pelo menos 4 modelos diferentes.
Caso não encontramos o diâmetro padrão nos métodos acima, ou em documentos da época, buscamos essa informação diretamente na moeda, comprando as mesmas.
O motivo de buscarmos entender o valor padrão de cada moeda, é que este será usado para criar a ferramenta de corte dos álbuns. Se uma moeda possui o valor padrão de 27,0 milímetros, mas algumas moedas lançadas possuem o diâmetro de 27,3 milímetros, iremos sempre nos basearmos nos diâmetros padrões, visto que todas as moedas deveriam ter este valor (27,0 mm). Do contrário, nunca teríamos uma base para adequação do diâmetro de qualquer moeda.
Infelizmente, moedas anteriores a década de 90 tendem a ter grandes variações, devido principalmente as práticas rudimentares de cunhagem da época. O que chamamos de grandes variações, são pequenos valores, pouco maiores que um fio de cabelo, mas que dificultam o encaixe das moedas nos álbuns.

Para analise das variações, utilizamos de paquímetros, mas não são quaisquer paquímetros, e sim com as seguintes características:
Paquímetro
digital
Duas (2) casas decimais
MEtal
medição em milímetros (mm)
CALIBRADO
Utilizando um paquímetro, chegamos a conclusão de que todas as moedas variam, são poucas as moedas que possuem o verdadeiro valor padrão quando mensurado com um paquímetro de duas casas decimais de milímetro.
Até mesmo as moedas do Real! Suas variações são muito pequenas, algo em torno de ±0,03 mm, já as maiores variações ficam próximas a ±0,1 mm, tanto para mais, quando para menos.
Atualmente, catalogamos muitas moedas anteriores ao real com variações de ±0,1 e ±0,4 milímetros, chegando até ±0,6 milímetros, tanto para mais, quanto para menos.
Por este motivo, se analisar a contracapa de cada álbum, as mesmas irão informar que:
Contra capa dos álbuns
Obs: Variações de 0,2 mm nas moedas podem causar problemas nos encaixes.

Além dessa informação padrão em todos eles, os álbuns do ano de 1854 a 1887 possui a informação:
Contra capa dos álbuns
Obs²: Devido a inconsistências e falta de informações para moedas desse período, poderá haver encaixes e falta/excesso de entradas para moedas.
Quanto mais velhas as moedas, maior será as inconsistências nas informações. Mesmo aplicando o métodos de busca de diâmetro mostrados acima, algumas moedas não são possíveis validações de suas existências, nem mesmo os seus diâmetros corretos.
PRINCIPAIS MOTIVOS PARA VARIAÇÃO DAS MOEDAS
Moedas ovaladas, onde de acordo com o grau de inclinação, terá um valor diferente:


Oxidação:

Desgaste:

Métodos rudimentares de produção, e até mesmo os atuais:

Tipo de metal:

A mesma moeda, com tamanhos diferentes:

Acima foram relatadas algumas situações que podem gerar tamanhos diferentes do valor padrão, mas podem existir outras que não foram citadas.
DIFICULDADES NOS ENCAIXES DAS MOEDAS
Espessura da moeda:

Tipo de Borda (lisa, serrilhada, semi-serrilhada, entre outras):

Tipo de metal:

Oxidação:

Todos estas situações citadas acima podem gerar dificuldades nos encaixes, pois apenas o fato de uma borda ser mais áspera do que outra, o seu encaixe pode ser dificultado. Além dos exemplos acima, podem existir outros não citados.
QUAL A FORMA CORRETA DE ADICIONAR AS MOEDAS NOS ÁLBUNS?
Independente do formato do círculo no álbum e direção do mesmo, sempre usaremos como base (direção para encaixe) a parte de retirada da moeda.

Obs: Não se esqueça de adicionar o álbum em uma base dura e limpa, que não vá danificá-lo.
Existem 2 formas de encaixe das moedas. A primeira delas, é adicionar a moeda horizontalmente, diretamente por cima, basta centralizá-la sobre o círculo e apertar de forma que desça uniformemente. Ela apenas dará certo, caso a moeda não tenha variação, com base em seu valor padrão, ou seu círculo seja de fácil encaixe.

A segunda forma de encaixe, é a forma correta e irá facilitar o encaixe em qualquer círculo, independente da moeda não ter o diâmetro padrão, ou até mesmo o círculo.
O método consiste em virar a parte de retirada da moeda para sua frente, girando o álbum, semelhante a imagem abaixo.

Obs: Outro detalhe importante: a maioria das moedas é ovalada, e algumas possuem diferenças de até 0,2 mm. Dessa forma, você poderá trocar o lado de encaixe. Ao invés de usar a retirada, poderá tentar encaixar pela direita, esquerda ou parte inferior do círculo.

Direcione corretamente o anverso da moeda, e incline o mesmo em torno de 30° graus. Parte da moeda irá encostar no papel da capa (na parte de retirada).

Para ilustrar melhor, veja o GIF abaixo com movimento em 360º:

Com o dedo esquerdo (polegar), pressione parte da moeda para baixo (na parte de retirada do círculo), e com o dedo direito (polegar) pressione o lado contrário da moeda. Fazendo da forma correta, ela irá encaixar embaixo do papelão, com um barulho de abertura. Por vezes, não é preciso precionar com os 2 dedos, basta que a moeda esteja um lado para baixo (encostando na capa) e empurre o outro lado, fazendo o encaixe.

Por fim, quando a moeda for muito fora do padrão, principalmente as que possuem ±0,2 mm, onde mesmo fazendo muita força, a moeda não abre o papelão, existe uma “gambiarra” que pode ser feita.
Você irá verificar os tamanhos padrões que são informados nas capas dos álbuns, e irá pegar uma moeda que tenha este tamanho, principalmente as moedas do Real, ou outra que tenha entrado com muita facilidade.
Adicione a moeda que tenha o menor tamanho, depois retire-a, e adicione a moeda com o tamanho maior. Assim, a primeira moeda irá abrir o círculo, e ficará mais fácil adicionar a segunda moeda.

A última dica que podemos dar, caso tenha dificuldades nos encaixes, peça para uma pessoa que tenha mais força para adicionar as moedas, pois quanto maior a variação, maior será a força.
MOEDAS COM DIÂMETRO PADRÃO MENOR
Existem moedas com tamanhos menores que o padrão, onde identificamos variações de até -0,6 mm. Nesses casos, pode ser que não seja possível encaixar as moedas, pois elas podem cair. No entanto, há uma maneira muito fácil de corrigir esse problema: basta cortar um disco de papel e adicioná-lo no encaixe. Dessa forma, a moeda irá se encaixar perfeitamente.
Abaixo, deixaremos um PDF que serve de molde, de acordo com o tamanho desejado. Corte no formato indicado ou crie um formato próprio e, em seguida, adicione no círculo. O papel irá subir nas laterais do papelão que tem 2,8 mm de espessura. Um papel sulfite de 75 gramas reduzirá de 0,2 mm a 0,4 mm do círculo, podendo ser necessário adicionar mais de uma camada de papel. Dessa forma, podemos melhorar o encaixe para moedas com variações menores, bem como para entradas onde houve a retirada de moedas.

Caso utilize de cópias, verifique antes das compras os valores padrões, pois muitas delas não seguem estes valores.
CONCLUSÃO
Seguindo o tutorial, a maioria dos encaixes não trarão problemas. Pois o correto é abrir o papelão na parte debaixo, visto que as moedas antigas tendem variar seus tamanhos. Nunca tente abrir pela parte de cima, pois poderá danificar o álbum, além de marcar o mesmo.
Tomando todos os cuidados e seguindo todas as dicas, entre 90% e 95% dos encaixes não terá dificuldades. E aqueles que tiver, não terá grandes problemas.
Abaixo uma imagem do álbum 1924 a 1956 completo, onde adicionamos várias moedas com variações que chegaram a +0,4 milímetros.
